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Investimentos
AVALIAÇÃO DE RISCO
NOVOS CONCEITOS EM CENÁRIO DE ECONOMIA “NORMAL”
Revista Fundos de Pensão nº 295
Ganha importância crescente a capacidade de gerenciar perfeitamente os descasamentos de ativos e passivos.
A perda de rentabilidade decorrente do cenário de taxas de juros reais declinantes a médio e longo prazos, e a expectativa de que essa tendência seja acentuada, tem levado os fundos de pensão a redirecionar suas estratégias de avaliação de risco tanto no mercado de renda fixa quanto no de renda variável. À medida em que a economia brasileira dá sinais de aproximar-se dos padrões de “normalidade” e o juro real está em seu menor patamar dos últimos 10 anos, o mercado percebe já ser possível obter rentabilidade melhor no longe prazo do que no curto prazo, e essa inversão das regras do jogo exige estratégias de avaliação de risco diferenciadas.
O risco de mercado começa a ceder terreno para o risco de crédito, ainda carente de boas avaliações no Brasil. Fica cada vez mais ineficiente avaliar risco de mercado sem olhar atentamente para os riscos de crédito. Os especialistas discutem qual seria o foco adequado para enquadrar o critério de liquidez, diante de outros ingredientes que estão em alta, como o critério de governança corporativa.
Ganha importância crescente a capacidade de gerenciar perfeitamente os descasamentos de ativos e passivos. As ferramentas tradicionais, como o Valor em Risco (VaR), precisam ser acompanhadas por novos conceitos, como o peso maior conferido à estabilidade das taxas para investimentos de prazos mais longos. Boa parte das políticas de investimento traçadas em meados do ano passado, para serem implementadas a partir de 2004, já previam esse deslocamento...
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