Louis Frankenberg, CFP™
Se você nunca ouviu falar da fábula da Cigarra e da Formiga de Aesopo, antigo filósofo e contador de histórias, está na hora de conhecê-la.
Provavelmente encontra-se escondida em alguma prateleira obscura de alguma livraria ou sebo perto de sua casa. Caso não aches o livro contendo esta fábula e muitas outras pérolas da sabedoria humana, tens uma segunda opção ao adquirir o livro de minha autoria chamado “Seu Futuro Financeiro - Você é o Maior Responsável” ( Editora Elsevier/Campus).
No preâmbulo do livro conto esta fabulosa história. Tenho certeza que também vais gostar de outros assuntos abordados.
A fábula trata de dois bichos; um previdente que é a formiga e outro imprevidente que é a cigarra.
Acredito que esta antiga história continua sumamente válida pois é uma das características que diferencia os seres humanos entre si, não tendo ainda perdida a sua atualidade, mesmo nos atuais dias atribulados.
Quando somos jovens geralmente não prestamos atenção em acumular reservas financeiras para a época em que não mais temos força ou ânimo para trabalhar. Temos tantos outros sonhos e metas mais importantes que desejamos que se cumpram!
Vamos deixar de pensar no futuro quando chegarmos mais perto do futuro, é o que a maioria de nos pensa.
Acredito que para quase todos estas reservas não surgem magicamente de um dia para o outro. Devem ser resultantes da acumulação sistemática de pequenas importâncias por muitos anos seguidos e que não foram utilizados no consumo.
A sociedade moderna e capitalista incentiva você a consumir. Guardar um pouco do que você ganha para os dias de chuva e os imprevistos está cada vez mais esquecido.
Possuir reservas financeiras, sem ter necessidade de pedir emprestado, entretanto faz bem ao ego e ao bolso, como você talvez bem mais tarde irá comprovar.
Não depender de favores, não depender de filhos ou amigos e não depender dos bancos em certos momentos de nossa existência faz uma enorme diferença para nossa saúde mental!
Criar o hábito de gastar mensalmente um pouco menos do que se ganha e investir a diferença não faz muita diferença no curto prazo. No longo prazo, entretanto, é essencial, pois como diz o ditado “ de grão em grão a galinha enche o papo”, é dessa maneira que as pessoas de poucas posses podem alcançar um apreciável capital. Acrescente-se juros compostos a pequena importância economizado mensalmente e teremos um montante substancial quinze ou vinte anos depois.
Poupar, como tudo na vida, é apenas uma questão de hábito.
Difícil será aos 55 ou 60 anos de idade reverter uma situação financeira instável ou mesmo calamitosa. Pense nisso agora para não ter de arrepender-se quando será demasiadamente tarde.