Louis Frankenberg,CFP™
O ser humano tem certos hábitos peculiares ou quem sabe até bastante estranhos, apesar dele auto conclamar, contrariamente aos animais, de que age com absoluta racionalidade.
Um deles é fazer de conta que se esquece ou então simplesmente sublima ocorrências e obrigações que lhe são desfavoráveis e as quais não gosta de lembrar.
É nessas ocasiões que ele se iguala ao avestruz, que também tem por costume enterrar a cabeça na areia, imaginando que ninguém haverá de vê-lo e portanto que algum eventual perigo não o alcançará.
Os psicólogos já conhecem o fenômeno de longa data e possuem excelentes interpretações para esta atitude tão comum da maioria de nos. Pode pergunte a qualquer um deles.
Aposentar-se, adoecer por um longo período, tornar-se subitamente inabilitado para o trabalho ou simplesmente pensar a respeito da maneira como irá sustentar-se durante a terceira idade, estão entre os pensamentos que preferimos postergar para amanhã ou como costumamos dizer, “empurrar com a barriga”, mas que de qualquer forma não seja algo que precisamos resolver imediatamente! Chegamos até ao cúmulo de inventar slogans de auto defesa e provérbios para nos expressar em relação a este nosso estranho hábito:
“ Vou levando, depois, vejo ou penso a respeito do assunto” ou então
“A divina providência há de me prover”, quando queremos-nos libertar do sentimento de culpa que, lá no fundo de nossa mente, nos manda inequívocos sinais de alerta para agirmos imediatamente e de maneira alguma postergar uma decisão imprescindível.
Essa forma tortuosa de raciocinar é muito humano e não devemos nos culpar ou envergonhar desses pensamentos.
São especialmente próprios dos mais jovens entre nós e estão completamente de acordo com o otimismo, esperança e positivismo em relação ao futuro daqueles que não passaram ainda por imprevistos em suas vidas.
Quando jovens sempre imaginamos que haveremos de vencer galhardamente os desígnios do destino e de que não haverá nenhum obstáculo que nos há de deter.
É por esta razão que muitas das pessoas, mesmo as medianamente preocupadas e responsáveis, não querem fazer sacrifícios de renda e receita corrente, em prol de um futuro que não conseguem sequer vislumbrar.
Para o jovem, no começo de sua vida e de sua carreira, entusiasmado e cheio de planos, só existe o presente e o curtíssimo prazo. O futuro é algo inconsistente, quase uma miragem no horizonte distante.
Pois bem, caros amigos, navegadores, surfistas e demais interessados do inovador site “Dr. Previdência” e do nosso tradicional site “Financenter”, vocês acabaram de confrontar-se com um colossal dilema, quem sabe dentre os mais importantes de suas vidas.
É o dilema de serem forçados de ter de escolher imediatamente;
“a maneira de levar suas vidas amanhã!”
Talvez fosse até melhor dizer, olhando pelo espelho retrovisor de um futuro ainda distante para cada um de vocês;
“serem levados de roldão pela maneira de terem escolhido viver”.
Este planejador financeiro que vos dirige a palavra e que já se encontra um pouco mais próximo daquele horizonte tão etéreo chamado futuro, colocará a seguir à sua frente algumas diferentes situações comparativas, que igualmente exigem planejamento e preparativo antecipado, com a única finalidade de entenderem melhor o meu raciocínio.
* Por que executivos de uma determinada indústria, com cinco ou mais anos de antecipação, planejam com todas as minúcias, a construção uma nova unidade fabril?
* Por que uma pessoa haveria de fazer hoje em dia complexos “check ups preventivos” e exames laboratoriais que, eventualmente detectarão no nascedouro, doenças perigosas com anos de antecedência e que antigamente seriam fatais ?
* Por que devemos escolher uma profissão, estudar e nos aperfeiçoar constantemente por tantos anos, para sermos bons engenheiros, químicos, administradores etc?
Pois darei algumas das muitas razões existentes do “porque” devemos nos precaver desde já, em relação às nossas futuras fontes de receita na terceira idade e velhice.
Vou ilustrar meu ponto de vista com um exemplo prático. Em palestras faço uso de uma transparência colorida em Data Show, altamente elucidativo com o título;
“Os Principais Fatores que Desequilibraram os Sistemas de Seguridade no Mundo”:
seguida de apenas três respostas decisivas que falam por si.
“Maior Longevidade das Pessoas”
“Aumento do Desemprego”
“Redução da Natalidade”
Os mais capacitados profissionais das entidades de previdência complementar e outros estudiosos do assunto, sabem perfeitamente que também a Previdência Oficial do Brasil terá fatalmente que ser modificada. Isso há de acontecer mais dia, menos dia. Por bem ou por mal, independentemente dos políticos, legisladores e governantes desejarem ou não promulgar novas legislações e regulamentações bem mais severas a respeito desse assunto explosivo porém tão importante.
A questão central do dilema e que nos dos sites Dr. Previdência e Financenter queremos colocar à sua frente é esta;
“Vou desejar depender somente da previdência oficial, com todas as suas inconsistências, déficits e incertezas? Quais das regras atuais continuarão valendo quando eu for pendurar as chuteiras? Devo ou não devo desde já, estabelecer mecanismos de obtenção de renda complementar para quando chegar a minha vez ?”
É este seu grande dilema. A questão acaba de ser colocada a sua frente, sem quaisquer rodeios. Cabe a você tomar uma decisão que poderá alterar sua vida futuramente.
Não desejamos fazer a apologia de que abraçando um ou mais planos complementares de previdência, que sejam porventura planos de previdência abertas ou fechadas, do grupo A, B ou C, você terá a eterna salvação. Nada disso!
Como planejador financeiro certificado que sou e decorrente do compromisso moral assumido de honestidade e ética, continuarei apregoando que você deve tentar diversificar suas futuras fontes de renda, e não somente através da Previdência Complementar. Existem outras dezenas de mecanismos modernos de complementação de renda.
Esta matéria é um apelo sincero ao seu ser racional, e para você não colocar sua cabeça na areia, imaginando que tudo vai se resolver por si mesmo.
Comece agindo hoje mesmo, enquanto for jovem e capaz, pois o tempo não irá retroceder e muito menos perdoar a sua falta de uma ação consistente!